Stablecoin institucional: o que é, como funciona e como investir com segurança

calendar_month 30/01/2026

As stablecoins se tornaram uma das peças mais importantes do mercado cripto porque ajudam a resolver um problema simples: trazer estabilidade para um ambiente em que os preços podem mudar muito em pouco tempo. 

Em vez de acompanhar a volatilidade típica de outros criptoativos, uma stablecoin é desenhada para manter um valor mais previsível, normalmente atrelado a uma moeda fiduciária como dólar ou real.

Só que, conforme o setor amadureceu, também ficou claro que nem toda stablecoin nasce para o mesmo tipo de uso

Algumas foram criadas pensando em negociação e circulação no varejo. Outras surgiram para atender uma demanda bem mais específica: operar com padrão institucional, suportando regras, controles e rotinas reais do mercado financeiro.

É exatamente aí que entra o conceito de stablecoin institucional. Em vez de ser apenas um token “estável”, ela funciona como uma camada de infraestrutura, desenhada para facilitar a liquidação, conciliação, rastreabilidade e eficiência operacional em escala.

No Brasil, um exemplo prático desse movimento é a BRLD, stablecoin em real que estamos lançando para uso institucional, com foco em liquidação de operações tokenizadas e em tesouraria corporativa

A ideia é simples de entender, mas poderosa na prática: trazer previsibilidade e automação para fluxos financeiros que ainda são cheios de fricção no dia a dia das empresas.

Ao longo deste artigo, você vai entender o que define uma stablecoin institucional, como ela funciona por dentro, quais são as diferenças em relação a uma stablecoin comum e o que avaliar antes de alocar recursos nesse tipo de ativo.

O que é stablecoin institucional e qual a diferença para uma stablecoin de varejo?

Uma stablecoin institucional é uma stablecoin desenhada para operar em ambientes que exigem mais rigor, mais controle e mais previsibilidade. 

Em vez de servir apenas como uma ponte entre criptoativos, ela costuma ser construída para funcionar dentro de rotinas corporativas, com processos claros de emissão, resgate, auditoria e rastreabilidade.

A stablecoin de varejo

Uma stablecoin “comum” normalmente tem um objetivo diferente. Ela costuma ser pensada para uso amplo, com foco em acessibilidade, liquidez e circulação em exchanges e aplicativos. 

Isso não significa que ela não tenha valor, mas significa que seu desenho pode priorizar escala e distribuição, enquanto o mundo institucional costuma priorizar governança e controle.

A diferença mais importante está no propósito. Quando a stablecoin é de varejo, ela costuma ser usada como meio de troca, proteção temporária contra volatilidade e instrumento de movimentação dentro do ecossistema cripto. 

A stablecoin institucional

Quando a stablecoin é institucional, ela tende a ser usada como infraestrutura de liquidação e como ferramenta para organizar o caixa, automatizar fluxos e reduzir fricção operacional.

Na prática, isso muda a forma como o ativo é construído e como ele é avaliado. 

Em uma stablecoin institucional, a pergunta não é apenas “ela vale 1?”. A pergunta é “qual será a aplicação desse 1?”, “como esse lastro é mantido?” e “quais controles existem para garantir previsibilidade quando o volume cresce?”.

É por isso que stablecoins institucionais costumam dar mais atenção a elementos como reserva, segregação de funções, transparência e mecanismos de verificabilidade. Pelo uso aplicado em operações e fluxos financeiros de alto volume.

Esse tipo de desenho faz diferença exatamente quando o dinheiro deixa de ser apenas “saldo” e passa a ser parte de processos críticos, como pagamento de eventos financeiros, distribuição para múltiplos participantes e conciliação de grandes operações.

A BRLD nasce dentro desse raciocínio. Ela foi desenhada pela Liqi para ser uma stablecoin em real com padrão institucional, funcionando como infraestrutura para operações tokenizadas e para rotinas de tesouraria. 

Em vez de ser apenas um token estável, ela é pensada para atuar como “real programável” em trilhos blockchain, com mais controle e rastreabilidade.

Como funciona uma stablecoin institucional na prática?

Uma stablecoin pode parecer simples para quem usa, mas o que sustenta a estabilidade é uma estrutura por trás do token.

Em um nível básico, o funcionamento depende de paridade, de um modelo claro de emissão e resgate e de uma reserva que sustente essa promessa.

Em stablecoins institucionais, esse desenho tende a ser mais robusto porque o objetivo é operar com menos margem para falhas. 

Isso inclui regras de emissão, governança, controles e uma preocupação maior com a qualidade do lastro, já que a estabilidade não pode depender apenas de confiança, ela precisa depender de estrutura.

Paridade de 1 para 1 com o real

O primeiro ponto é a paridade, que costuma ser apresentada como 1:1 com a moeda de referência. 

Essa paridade precisa ser sustentada por uma lógica consistente de emissão e resgate, garantindo que o token exista dentro de um sistema com previsibilidade e capacidade de operação em escala.

Lastro em moeda ou tesouro nacional

O segundo ponto é o lastro, que normalmente é o coração de uma stablecoin institucional. Em ambientes corporativos, não basta acreditar que um ativo é estável, é preciso entender o que existe por trás dele e como essa base é mantida. 

De acordo com a Resolução BCB nº 521/2025 e a Instrução Normativa BCB nº 701/2026, as stablecoins devem ser lastreadas por ativos de alta qualidade, como títulos públicos federais ou moeda nacional, garantindo transparência e paridade 1:1 com o real para reduzir riscos operacionais.

Quanto mais institucional o uso, maior tende a ser a exigência por transparência e por uma reserva de alta qualidade.

No caso da BRLD, a lógica é manter paridade 1:1 com o real e operar com lastro representado por títulos públicos federais, com uma arquitetura desenhada para separar responsabilidades e reduzir risco operacional. 

No caso da BRLD, a lógica é manter paridade 1:1 com o real e operar com lastro representado por títulos públicos federais, com uma arquitetura desenhada para separar responsabilidades e reduzir risco operacional. 

Esse tipo de desenho ajuda a transformar estabilidade em algo mais concreto, com sustentação financeira e organização de funções.

Programabilidade e aplicações em infraestrutura blockchain

O terceiro ponto é a programabilidade, que é onde o dinheiro digital começa a ganhar novas camadas de utilidade. 

Quando uma stablecoin circula em blockchain, ela pode ser movimentada com regras, e isso permite automações que reduzem fricção e aumentam governança

Em vez de apenas transferir valor, a operação pode carregar condições e restrições que reforçam controle.

Um exemplo claro disso é o conceito de “dinheiro carimbado”. 

Em vez de o recurso ser livre para qualquer finalidade, ele pode ser programado para ser usado apenas dentro de uma regra específica, como uma operação determinada ou um fluxo definido em contrato. 

Esse tipo de lógica aumenta a segurança, melhora a rastreabilidade e reduz risco de uso indevido.

É justamente por isso que stablecoins institucionais fazem tanto sentido em operações tokenizadas

Quando a stablecoin entra como moeda de liquidação, ela permite que pagamentos, amortizações, distribuição de valores e eventos financeiros sejam executados com mais previsibilidade e com trilha auditável

O resultado não é só velocidade, é controle.

No fim, o que define uma stablecoin como institucional é o conjunto de elementos que sustentam o funcionamento em escala: lastro, governança, transparência e, principalmente, capacidade de atuar como infraestrutura financeira.

Como funciona o investimento em stablecoin institucional e o que avaliar antes de utilizar?

Stablecoin não é um ativo desenhado para valorização. Ela é desenhada para manter estabilidade

Por isso, quando alguém fala em “investir” em stablecoin institucional, o mais correto é entender que estamos falando de alocação de recursos com foco em previsibilidade, eficiência e liquidez, e não de ganho de preço, mas potencial de rentabilidade como em investimentos tradicionais.

Stablecoin como reserva de liquidez

O primeiro uso é como reserva de liquidez. Em vez de ficar exposto à volatilidade de outros criptoativos, o investidor ou a empresa mantém recursos em um ativo estável, pronto para movimentação. 

Esse uso é comum porque simplifica a operação e reduz o impacto de oscilações de mercado no caixa.

Stablecoin como possibilidade de rendimento para caixa ocioso

O segundo uso é focado em tesouraria estratégica e no combate à ineficiência do capital parado

Muitas empresas enfrentam o desafio do caixa pulverizado em diversas contas e de recursos que, ao “baterem” no caixa após o horário bancário ou durante finais de semana e feriados, deixam de rentabilizar.

Uma stablecoin institucional como a BRLD transforma esse cenário ao atuar com um modelo de rendimento com liquidez instantânea

Ao manter o saldo em carteira digital, o capital passa a render automaticamente em patamares atrelados ao CDI, capturando valor inclusive em janelas onde o sistema bancário tradicional é inoperante.

Na prática, a BRLD oferece uma combinação rara para CFOs: curto prazo real, liquidez 24/7/365 e gestão simplificada

Isso elimina a necessidade de aplicações e resgates manuais diários, reduzindo custos operacionais entre 60% e 80% e permitindo que a tesouraria opere com a agilidade do ambiente on-chain, sem abrir mão da segurança do lastro em títulos públicos federais.

Uma moeda digital com pedigree institucional

No fim, stablecoin institucional é menos sobre “investir para ganhar” e mais sobre usar um instrumento que traz previsibilidade, controle e eficiência para fluxos financeiros digitais. 

E é exatamente por isso que esse conceito vem ganhando força no mercado, principalmente quando falamos de tokenização e modernização de infraestrutura.

A BRLD entra como um exemplo brasileiro dessa evolução. Ela foi desenhada para operar com padrão institucional, conectando o real ao ambiente blockchain com foco em liquidação e tesouraria, e ajudando a transformar estabilidade em infraestrutura de verdade.

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